+ Novas Vias no Salto João e Maria

Este final de semana foi produtivo no Salto.

Douglas (Doug) abriu uma via em solitário na sexta feira 30/03 no setor 02, próximo ao setor das meninas. No domingo, acompanhado de Dani e Paulinho, abriram mais uma no setor 01. Ainda no domingo, eu (Schneider) e Naon finalizamos uma no setor 03. Segue as vias e sugestões de graduações.

- Cactus (7c): setor 02 próximo ao setor das meninas;

- Brincando com o inimigo (7c): 4 chapas, saida em regletes. Veneno!

- Lei de Newton (6sup): 4 chapas, com chamadas em regletes e passada de equilibrio no final. LINDA!

Curtam.

Xixi.

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Novas Vias no Salto João e Maria

2 novas vias no salto.

- Sagaz – 6sup? (setor 01): 2 crux, um no inicio e outro na terceira chapa. Esticão da terceira chapa para a quarta. No final pode ser colocado uma proteção móvel, friend ou camelot.

- Satangoz – 8a? (setor 03): via explosiva com invertida em 2 dedos! Da segunda chapa até o final é só pauleira.

Abs.

Schneider

 

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Escaladas em Andradas/MG

Desde a publicação da primeira matéria sobre escalada em Andradas na revista Headhall tive vontade de conhecer o lugar, porém nunca deu certo de ir, mas sempre soube que era uma questão de tempo. Saímos de Curitiba no sábado dia 04/09/2010 às 5:00 horas da manhã rumo à Andradas/MG, que fica cerca de 610 km de distância e chegamos ao nosso destino por volta das 14:00 horas da tarde. Montamos o acampamento junto ao Abrigo Pantano de propriedade de Pedro Zeneti, mais conhecido como “Jacaré”. Nosso objetivo era escalar as três principais pedras que lá existem “Pedra do Pântano”, “Pedra do Boi” e a “Pedra do Elefante”. Além destas, existem outras pedras interessantes na região, mas como não tínhamos muito tempo, decidimos em fazer as principais. O primeiro dia foi mais de reconhecimento do abrigo e das pessoas que por lá estavam. Fomos muito bem recebidos pelo Pedro Zeneti  (Jacaré) dono do abrigo, sua esposa Daniele e sua fiel escudeira e braço direito “Nice” responsável pela boa conservação e limpeza do abrigo. Pessoas nota 1000. Ainda estavam hospedados no abrigo Felipe de Campinas, um casal de São Paulo, mais dois escaladores de São Paulo e Francis de Curitiba. Galera gente boa. A primeira noite foi muito agradável e de boa conversa. No dia seguinte, dia 05, logo pela manhã, ouvimos, ainda da barraca, uma conversa de um pessoal que havia chegado de Curitiba na madrugada de sábado para domingo e para nossa surpresa eram nada mais nada menos que Rafilsky, Chicão (refugio 5.13, www.cincotreze.com.br) e Guedes. Incrível e muita coincidência encontrá-los por lá nesse feriado. Os três mosqueteiros, divertidíssimos, foi realmente uma ótima companhia durante toda a estadia. Demos muitas risadas juntos. Ainda nesse dia, eu e Andrea fomos para o campo escola, localizado na face oeste da “Pedra do Pântano” para sentir como era a rocha e ver como nos sairíamos no decorrer da trip. Logo de cara entramos na “Mugido da Vaca Louca” 4º Vsup de 90m e três enfiadas, sem comentários, via lindíssima toda protegida em móvel e com uma chaminé alucinante em sua última enfiada. Depois entramos na “Nirvana” 4º Vsup de 90 metros de três enfiadas e para finalizar o campo escola entramos na “Mistica” 3º e “duro na buscada” 5º finalizando assim o primeiro dia de escalda e com muita tranqüilidade.

croqui retirado do site www.abrigopantano.com

Pedra do Pantano

Pedra do Pantano

Andrea na primeira cordada da Mugido da Vaca Loca

Andrea na primeira cordada da Mugido da Vaca Loca

Andrea guiando a segunda cordada da Mugido da Vaca Loca

Eu e Andrea na P2

chamine da terceira cordada

Andrea na P0, saida da Nirvana

Andrea recolhendo a primeira cordada da Nirvana

Andrea guiando a segunda cordada da Nirvana

Voltamos para o abrigo felizes da vida. Na noite, mais descontração com a galera, os quais foram em quase sua totalidade para a Pedra do Boi nesse dia, sendo que o Rafa, Chicão e Guedes entraram na Zênite. No dia seguinte, segunda-feira dia 06, acordamos cedo e fomos para a via “Pão Francês” 5º VIsup E3 de 150m com seis enfiadas, via alucinante, que percorre por uma canaleta de rocha na face norte da “Pedra do Pântano”, protegida em quase sua totalidade com peças móveis e que tem seus “crux” na quarta enfiada de VIsup, duríssimo, logo senti como ia ser os sextos da região, via esta que acabamos por eleger a melhor via que fizemos em todos os dias de escalada. Ainda deu tempo nesse dia para entrar na primeira cordada da via “Monstro do Pantano” 6º de movimentos lindíssimos. À noite, que maravilha, após assistirmos um filme do Felipe no qual ele com mais um parceiro de escalada fizeram uma trilogia na Europa escalando os cumes do Mont Blanc (4.808 m), Matterhorn (4.478 m) e Eiger (3.970 m), filme muito bom, maiores informações no site: http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=2525 e http://www.expetrilogia.blogspot.com/, os guris de São Paulo resolveram fazer pizzas pra toda a galera, isso mesmo, rolou um rodízio de pizzas com direito a escolha de sabores, os caras fizeram até a massa a qual foi modelada com garrafa de cerveja. Comemos muito bem essa noite e tudo regado a muito vinho é claro. Mas, como o dia seguinte nos esperava mais escalda, meia noite todos na cama para acordar cedo.

croqui retirado do site www.abrigopantano.com

croqui retirado dos arquivos do Abrigo Pantano

Pedra do Pantano indo para a via Pao Frances

Andrea e eu na P2 da Pão Frances

Andrea iniciando a cordade de VIsup da via Pão Frances

Curtindo um final de tarde na base da via...

noite da pizza (esq p/ direita) Felipe, Andrea, Chicão, Guedes, Rafilsky, Jacaré e Dani

Para a nossa surpresa, no dia 07 de setembro, amanhece com chuva e todos do abrigo tiveram que antecipar sua ida para casa, pois era o último dia do feriado, mas não para eu e a Andrea que ficaríamos até o sábado dia 11. Nos despedimos da galera já de manhã e como não parava de chover resolvemos fazer um tour pela região indo até Poços de Caldas para conhecer a cidade e comprar uns queijos, doce de leite e goiabada. No dia seguinte, na quarta feira dia 08, amanhece um dia lindo, com muito sol e como a pedra ainda estava secando, resolvemos ir até a “Pedra do Pantano” novamente pois estava banhada pelo sol desde a manhã e era mais perto caso a pedra estivesse molhada. Nessa manhã o Jacaré e a Dani também foram embora (residem em Mogi Mirim) mas retornariam na sexta-feira. Fomos para a “Pedra do Pântano” e chegando lá nos deparamos com a pedra sequinha e já de cara entramos na “Caninana” 6º VIIb de 170m de sete enfiadas, mas fizemos somente as duas primeiras cordadas de VI, as mais tranqüilas. Entramos ainda na “Titã” VIIa de 25m, bem dura. Logo após, fizemos três enfiadas da via “Savamu” 5º VIsup de 130m e decidimos descer pois já estávamos cansados. 

eu na base da Caninana com o companheiro "Tobi" dog do abrigo...

eu na Titã

Andrea guiando a Titã

Andrea na primeira cordada da Savamu

Andrea na P1 da Savamu

Eu e Andrea na P2 da Savamu

no caminho de volta da Pedra do Pantano, pedra do Campesinho ao fundo...

No dia seguinte, dia 09, enfim, fomos conhecer outra pedra a “Pedra do Boi”, e decidimos entrar na via “Supreme à Cubana” 4º VI E1 de 200m com sete enfiadas, uma escolha muito boa, pois a via é alucinante. Após termos feito a via, percorremos a base da parece para conhecer as outras vias e não resisti ao olhar o diedro inicial da via “Irmãos Rocha” e tive que entrar na primeira enfiada e não me arrependi pois foi animal.

croqui retirado do site www.abrigopantano.com

croqui retirado do site www.abrigopantano.com

na trilha para a Pedra do Boi (Pedra do Pantano ao fundo)

Pedra do Boi

Andrea na primeira cordada da Supreme à Cubana

Andrea na P1 da Supreme

eu na P2 da Supreme

VIDEO:

Eu e Andrea na P4 da via Supreme à Cubana

amigos...

diedro da Irmãos Rocha...de babar...

Andrea fasendo pose no diedro..

final do dia...

andrea, nice e eu...

Na sexta feira, dia 10, fomos até nosso último objetivo que era a “Pedra do Elefante” e decidimos escalara em seu corpo, pela via “5:15” 5º Vsup E2 190m com seis enfiadas. Com essa via, encerramos nossa trip que foi realmente perfeita.

croqui retirado do site www.abrigopantano.com

foto do croqui retirado dos arquivos do abrigo pantano

Pedra do Elefante, cabeça e corpo

Cabeça do Elefante...

chegando no elefante pela tromba...

Andrea na primeira cordada da via 5:15

Andrea passando pela laca da primeira cordada da via 5:15

Andrea em um dos agarrões da via...

VIDEO:

video eu e Andrea na P4da via \”5:15\” na Pedra do Elefante

cume do Elefante com a cabeça ao fundo...

aaahhhummmm...

cafe...

Chegando no abrigo, já encontramos outros escaladores que haviam chegado para escalar no final de semana como o instrutor Davi Marski (www.marski.org) e sua esposa Cintia, juntamente com dois alunos que iriam fazer o curso Davi e Tchesco, onde tivemos a oportunidade de passar uma noite muito agradável com muito papo de escalada e aventuras na companhia dessas ótimas pessoas. O resumo da trip é que o lugar é incrível, com pedras alucinantes de boa altura e aderência, com vias bem protegidas e equipadas com proteções de boa qualidade, prevalecendo sempre uma ética de escalada tradicional onde a maiorias das vias exigem um bom jogo de material móvel. Vias de todos os gostos e estilos de escalada, de graduação fácil ao difícil, enfim, um lugar perfeito. Recomendo a todos.    

maiores informações sobre o lugar: http://www.abrigopantano.com/

Daniel Amorim (xambre) e Andrea (moa)

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Categoria: Notícias  5 Comentários

11o Encontro de Escalada de Londrina nos dias 14 e 15 de Agosto de 2010

Este ano o Clube de Montanha Norte Paranaense estará realizando o 11o Encontro de Escalada de Londrina nos dias 14 e 15 de Agosto num formato bem ligth e bacana. Na verdade não teremos nada em Londrina (só o nome do Encontro), tudo vai acontecer na Serra do Cadeado próximo aos setores de escalada. A Estância Manain (Mauá da Serra) será a base do evento com área para Camping, jantar, palestra, festa e tudo o mais.

Esta é uma oportunidade bacana para organizar uma Tripp com os amigos e conhecer as escaladas em arenito deste importante Point ou ainda rever amigos do Norte do Paraná.

Para abrilhantar o evento teremos a presença do Escalador André Berezoski (Bele) que também apresenta uma palestra na noite de sábado e para pilhar a galera temos diversas novas vias na casa do 7o grau a espera de cadenas e temos também diversos projetos duros a espera da primeira ascenção.

Olhem as distâncias aproximadas até a Estância Manain em Mauá da Serra:

Ponta Grossa – 180 km
Curitiba – 280 km
Foz do Iguaçu – 520 km
São Paulo – 600 km
Florianópolis – 590 km

Informações pelo fone (043) 9116-7896 com Claudiney

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Vale da Santa – Novo local de Escaladas em Ouro Verde

panoramico1

Quando eu comecei a escalar a mais de 15 anos atrás, realmente as coisas eram bem difíceis. Mesmo com toda a força de vontade, nós éramos uns malucos do interior do Paraná, treinavam em pedreira, abrindo vias e derrubando pedras para poder se divertir na parede que era única opção para um lugar desprovido de paredes.

O que para muitos pode não ser nada, pois são agraciados por um relevo totalmente propício para praticar a escalada e o montanhismo, para nós, aqui do interior do Paraná, qualquer pedacinho de falésia é uma descoberta maravilhosa. Assim, dessa forma durante muitos anos, nossa região tinha as falésias do lado brasileiro de Foz do Iguaçu, no Canion do Iguaçu, não é um parede grande, mas o visual com certeza é um dos mais belos que já vi ao se escalar. Depois vinha a Pedreira Municipal de Toledo, o CEET, e mais algumas vias em duas cachoeiras de Ouro Verde do Oeste. Município este vizinho de Toledo, que pelo seu relevo já mostrava possibilidade da existência de outras pequenas falésias.

Salto João e Maria - Setor 1
Salto João e Maria – Setor 1 

Há alguns anos, uma galera de Toledo, perguntando daqui e dali, andando por estradas rurais de Ouro Verde acabou descobrindo o Salto João e Maria, aliás, cabe aqui explicar o porque desse nome, que vem de uma homenagem ao Sr. João que foi que mostrou exatamente onde ficavam as paredes do Setor 1 lá no Salto João e Maria, aliás, um dos mais bonitos, no caso, a Dona Maria foi a mulher que comentou com o seu professor de inglês, o Jupi Schinaider que existiam em em propriedade um lugar com uma cachoeira belíssima bem alta, e tinha mais umas perto dessa mesma cachoeira. Assim, a Dona Maria, estava certa, e pela sua dica, a rapaziada acabou descobrindo o Salto, hoje com inúmeras vias, e com três setores.

Recentemente um fazendeiro vizinho do salto me deu a informação que próximo havia um vale muito bonito e fundo, onde o pessoal costuma ir pescar no barranco do rio Santa Quitéria que neste local faz uma curva bem fechada, e que ele achava que lá poderia ter alguma parede,  e que até via uma parede de longe mas que nunca tinha ido lá perto por ser longe do rio.

Diante da informação comecei a procurar vestígios do local pelo Google Earth, e para a minha surpresa, a imagem do local era nítida, diferente da do salto que mal pode-se ver alguma coisa, e ao visualizar o local pelo Google já percebi que realmente havia a possibilidade de haver sim boas paredes por lá. Convidei o pessoal para a empreitada inicial, mas ninguém podia ir, todos tinham compromissos, outros já tinham marcado uma escalada, assim, resolvi ir sozinho averiguar o local calmamente.

A primeira impressão é realmente maravilhosa, a beleza do local é impressionante, o vale é lindo mesmo, já na chegada aviste a parede que o conhecido fazendeiro havia me dito, e caminhei até lá, realmente um parede legal, mas era muito pouco, sabia que poderia ter mais, atravessei todo o vale, subi pelas laterais, e fui até perto do rio Santa Quitéria, na volta, resolvi entrar um pouco no mato e logo avistei uma parede preta, pronto, caminhei de volta, fotos daqui e da li, e a certeza de que precisava mais uma investida com facão, pois tinha ido para a guerra sem armas, apenas uma máquina digital e água, mais nada, e para quem conhece nossa região, sabe que as paredes que achamos aqui são bem escondidas, dentro de matas bem fechadas, com acesso bem complicado, e é claro com muita caminhada. Assim depois de quatro horas e meia de caminhada tinha a certeza que o Vale da Santa tinha sim real possibilidade de ter boas paredes.

Esperei o próximo sábado, falei com a galera sobre a possibilidade de parede, mandei imagens do Google Earth e fotos que tirei, finalmente convenci o Ale a ir, e o Paulista que ligou de ultima hora que também estava parado e queria ir junto dar uma olhada. Sabadão de sol quente, e entramos na mata, mas dessa vez com uma estratégia diferente, a idéia era acessar por cima a possível parede que tinha avistado. Anda daqui, corta mato daqui, espinhos, o normal, e após algumas horas de caminhada, eis que acho o vestígio de parede, me penduro segurando em uma árvore e não acredito, a parede linda, bem suja mas linda.

Caminhando pelo topo na busca de achar uma brecha para descer ou o término da falésia, o que para nossa surpresa depois descobrimos ser muito grande a falésia, com pontos em torno de 20 metros e outros bem menores, mas muito lindo. Assim logo avistamos uma bela mina, alias outro ponto, o local é repleto de minas, na minha primeira busca por parede já havia achado várias delas, agora no topo, achamos uma mina que sai da terra bem no topo e via uma cascatinha, linda, logo após essa mina, achamos uma cascata seca e conseguimos descer, nossa o lugar é lindo, andamos até quase o final da parede para o lado esquerdo, mas ai acabamos voltando e resolvemos fazer toda ela até terminar caminhando para o lado direito, isso de frente para a parede, depois de boas horas caminhando achamos o fim dela, e saímos da mata, marcando a trilha de entrada provisória.

Agora é ir la novamente e marcar melhor a trilha, ver a melhor maneira de acessar e buscar mais no meio da mata, que aparentemente, guarda mais paredes escondidas, é começar o trabalho de abrir vias e marcação de trilhas.

Abaixo seguem fotos e mais dados para os interessados em conhecer o local.

Bons ventos a todos,
Victor Beal

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Via Cartão Postal na Pedreira Liberada

A via Cartão Postal, uma das mais clássicas do CET (Pedreira Municipal de Toledo) que esta interditada por conta de uma big pedra que poderia cair agora esta liberada para quem quiser escalar.

Neste final de semana que passou (08/05/2010) eu e o Ale que por lá estávamos escalando a via Fá Maior com Duda Pequena (alias a via ficou muito legal de fazer com duas enfiadas, vale conferir) acabamos por encontrar o Feto e a Dani que estavam escalando as vias lá de cima (setor Pedra Solta), quando no final da tarde resolvi entrar lá e derrubar a pedra do tamanho de uma TV, também dei uma checada em todas as proteções e dei uma limpada na via. Só não fiz ela depois da retirada da pedra e outras menores que se soltaram junto logo abaixo. Parece que o lance ficou mais fácil, mas não fiz a via com a retirada da pedra, se alguém entrar passe ai se mudou algo, se ficou mais fácil ou difícil, apesar que isso não importa, esta via vai ser sempre uma clássica aqui da nossa região, que para os que passam por aqui, devem entrar nela com toda a certeza.

Diante disso, vamos lá escalar…

Bons ventos,

Victor Beal

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Vídeos Buraco do Padre em Ponta Grossa e Curucaca São Luiz do Purunã

Vídeos de escalada são sempre legais de ver é claro, e quando são aqui do Paraná não poderia deixar de postar aqui no site e dividir com todos.
A dica venho da lista da HangOn e os vídeos são de autoria do Edemilson Padilha postados no Vimeo.

São três vídeos bem legais, com bom humor, ótima edição e ótima trilha, e claro ótimas escaladas…

Escaladas em um domingo chuvoso no Setor Macarrão, próximo ao Buraco do Padre, Ponta Grossa, PR.

Fábio “poder” Ferri trabalhando a via Passagem Obrigatória, 8b FR (10b BR). Setor Curucaca, São Luis do Purunã, PR.

Setor de escalada Curucaca, São Luis do Purunã, PR, Brasil. Escalada de duas vias do setor: Endiabrada, 9c (8a FR) e Rala Peito, 9b (7c+ FR). O Setor Curucaca foi aberto em 2006 pelos escaladores Edemilson Padilha e Valdesir Machado.

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Vídeo Perigo Fatal – Montanhas

Esse é um documentário feito pelo canal Discovery que fala sobre escaladas no K2, sua história com relatos de sobreviventes, é um pouco forçando de mais em algumas coisas, mas é bem interessante e bem feito vale a pena assistir.

Bons ventos

Beal

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Resgatando uma Corda na Pedreira

Enquanto uma galera curtia o Salto João e Maria, resolvi ir para a Pedreira dar uma garibada em algumas vias por lá, sozinho, liguei pro Ale, que já de pronto disse: – to com visita em casa amigo, e cuidando da Duda. (sua filhota que acabou de chegar, a linda Maria Eduarda), diante disso, fui sozinho mesmo para Pedreira.

Uma pequena caminhada até a base da via Bigwallzinho, e comecei a bater a primeira chapeleta com argola, pois a idéia era justamente arrumar as ancoragens daquele setor, sendo que esta base é bastante usada pelos que praticam rapel, e mesmo, já existindo 3 grampos na mesma, em se tratando de pedreira, é sempre bom revisar tudo, o que constatei um dos grampos “P” da ancoragem estava meio solto, dando a certeza de que precisava fazer uma nova ancoragem. Já estava na metade do furo quando lá em baixo avisto o Ale Dal Maso chegando, disse para ele subir pela trilha, ele venho com o cunhado, batemos um papo enquanto batia as ancoragens, eles resolveram descer, e eu fui fazer o rapel e dar uma vistoriada na via Bigwallzinho e Fá Maior, vias paralelas desse setor. Tira pedra daqui, pedra de lá, olha os grampos, e passo por uma laca pontuda, e na hora percebi, tenho que ficar ligado na hora de puxar esta corda lá da ancoragem da primeira cordada, pois é facinho de ela laçar esse bico ai. Eis que desci, me ancorei, e comecei a puxar devagar, falando com o pessoal lá em baixo aos berros é claro, e fui puxando de maneira displicente, não deu outra, ao invés de dar aquele puxão final para a corda sair do lance do bicão, eu deixei ela simplesmente cair, ou seja, não deu outra, “plaff” laçando o dito bico.

Na hora já pensei, puts e se estivesse sozinho, ia ter que abandonar essa corda aqui e fazer um rapel simples até o chão, outra opção, dar uma solada até onde ela ficou presa me ancorar por lá em um grampo da via e tirar a dita cuja de lá, opção que descartei de cara. Por terceiro, não melhor, era escalar em solitário da maneira mais precária possível, ir dando nós e esticão a cada proteção que passar, a qual cheguei a começar, mas ai pensei, o Ale esta lá em baixo, puts, já gritei:
- O Alemão, você trouxe equipo?
- Não, só a máquina (respondeu ele também aos berros)
Pensei por um momento, dei mais uma olhada para a dita preza na laca, deu um puxão, e continuei:
- Ale da um pulo até tua casa ( que é bem perto da Pedreira) pega sua corda, vou fazer rapel de novo e tirar essa bendita corda dai…

Poucos minutos depois ele já estava de volta, e disse, nada, vou escalar subo até ai, te dou segue e você vai até lá e tira. É claro que topei, além de salvar a corda ia dar uma escalada, melhor que isso não poderia ser, de antes sem parceiro para escalar e ter somente como opção de diversão, consertar e limpar vias, a poder dar uma escaladinha estava nota mil. Mal sabia eu a roubada, a corda ficou presa de uma forma que não saia de jeito nenhum, eu escalei a Fá maior um pedaço, desci até ela, puxa, puxa e nada, desci desescalando, entrei na BigWallZinho, fui até ela pela lateral, nada de tirar, subi até outro grampo, ancorei por lá, fiz um rapel, desci até ela, puxa, e puxa e nada, o perlon estava realmente bem preso, com meus puxões lá de baixo, a corda esganou entre a fenda e a laca. Já estava começando a cair a tarde, dando alguns pingos e eu lá, puxa e puxa  e nada. No fim, gritei para o Ale:
- Vou deixar ela só de um lado aqui, tenta puxar dai ela se não sair voltamos outro dia em dois tiramos ela daqui…
E o Alemão puxou uma vez, puxou duas, vupt a corda soltou-se para o nosso alívio.

Depois de tanto empenho para tirar uma mísera corda, que se prendeu, e olha que já passei por essas em grandes paredes como Salinas e outros lugares, mas quando se esta em dois na parede pode-se dar um jeito, agora sozinho, realmente não se faz nada, fica a lição, ainda bem que estava em um lugar de fácil acesso, depois a sorte de o amigo Ale aparecer por lá e me ajudar a resgatar a corda. Fica é claro a dica para quem for escalar essas vias lá na pedreira, puxe com força ou escalem com retinida, a laca fica bem retinho na puxada de corda, a segunda dica, se cai lá, não puxe a corda, escale até lá e tire ela de lá tranquilamente.

Valeu amigo Ale pelo “Resgate”, pela diversão.
Bons ventos,
Victor Beal

Ale Dal Maso o Alemão Beal Batendo as chapeletas   Ale escalando a 1a cordada para se reunir com Beal e iniciarem "O Resgate da Corda" A parede do setor Bigwallzinho
Beal e Ale confabulando como resgata e Sra. Corda PresaBeal puxando a corda antes de prender no bicoBeal dando voltas na parede para salvar a corda Agora do outra lado, já na via BigWallZinho e outra tentativa

Detalhe da corda presa no bico de pedra

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Novo site Mulheres na Montanha

 

Muito legal a iniciativa como um todo, além de muito bem feito, o site passa a ser uma referencia para o crescente número de mulheres que praticam montanhismo e escalada.

Sem essa de machismo, visite o site, deixem seus comentários, e mais uma vez o EscaladaPR só tem a elogiar a atitude, espero que a mulherada do Paraná que pratica participe em peso da idéia.

 

www.mulheresnamotanha.com.br

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